sábado, 11 de fevereiro de 2012
Ouça Senhor
©2007 Jorge Lemos
Ouça Senhor
Será curta a prece que ofereço
Aos indignos não darei o meu desprezo
Peço por eles ao Senhor de Todas as Coisas
Que lhes dê paz
Pois não tiveram em suas vidas
A luz que envolve o meu corpo inteiro
É pena
Que vidas atormentadas
Mesmo cercadas de pessoas
Se sintam só
Mesmo eles tendo olhos não enxergam
Pois só conhecem seus umbigos
Nada ao redor
Lamento Senhor que muitas vidas
Prefiram as sombras e não contemplem a luz
E infelizes caminham sempre
de forma trôpega
Cuida deles Senhor
Por caridade
Abranda seus peitos
mesmo se lá reina a maldade
Perdoa-lhes
Não conheceram seu único mandamento
Acrescido às Leis do Todo Poderoso
Amargos vivem a dor
Não descobriram
O verdadeiro sentido da vida
Que é o amor
PERDOA-LHES SENHOR
HOJE LHE PEÇO
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Marcadores: Poesias
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Qualidade de Vida
©2007 Jorge Lemos
O título acima tem me trazido uma preocupação sobre os critérios de avaliação que determinam as diferenças, para mais e para menos, entre cidades. Nas buscas empreendidas não encontrei, ainda, o que diagnostica como um padrão de vida ideal, isto porque tudo está ligado ao comportamento ético dos homens e seus limites para a ocupação racional dos espaços.
Mergulhado, como ambientalista primeiro, pelos longos anos de lutas, vivo procurando definir padrões e componentes que levem indivíduos à satisfação do viver bem.
Após anos de trabalho em empresas do governo vi-me diante de intrigantes perguntas sobre o que seria “Qualidade de Vida:. Que visão o homem moderno teria sobre o tema? Como definir?
Ao assimilar conceitos, busquei aceitar o que defendiam os precursores dos estudos ambientais, como H. Friedel, B. Dussart, F. Ramade, (aquele que tão bem escreveu o famoso trabalho “A Agressão Humana Tradicional”) e alguns outros estudiosos que nos possibilitaram enxergar um pouco mais à frente.
Quero participar da tese de que o indivíduo deve equilibrar-se com os grandes dons da natureza, como o ar, a água, o solo. A convivência equilibrada e respeitosa entre iguais e diferenciados, em relação a esses três elementos básicos leva, obrigatoriamente, à sobrevivência das espécies.
A primeira grande agressão à qualidade de vida pode ser descrita como: “desvirtuamento dos caminhos da ética e da moral, quando as agressões do indivíduo ao coletivo se processam”.
Há uma falsidade dominante e ela tem presença em todos os quadrantes do planeta. Tem futuro a humanidade? Talvez a maior interrogação, aqui, seja a proposta.
De fato, o discurso a que me proponho talvez seja extremamente complexo, mas fundamento-o em constatações reais e objetivas. Pergunto: Sua cidade tem qualidade de vida?
Olhe com seus olhos, não pelos meus. Veja a imundície e a falta de respeito que dominam as ruas. Observem os gastos astronômicos e desnecessários, fora os desvios, enquanto o fundamental saneamento básico (esgoto e água) não atente sua casa, sua rua e seu bairro, onde sob qualquer pequena chuva ou ação de ventos a energia elétrica cai, onde a telefonia emudece, não lhe possibilitando pedir socorro, se necessário.
E os transportes funcionam? Como está sua rua em matéria de conservação? Como se comportam os seus vizinhos com respeito ao recolhimento dos descartáveis? O nível de barulho respeitando as leis da boa vizinhança é praticado? E o muro ao lado de sua casa, aquele que está caindo pondo em risco a segurança de terceiros, foi consertado pelo vizinho faltoso? E aquele que bebe e sai em alta velocidade matando gente, está preso? E o médico plantonista cumpre com rigor os seus horários? E os Planos de Saúde, como lhe atendem? Tem fiscalização para controle de tudo? E os que se apossam e invadem os cofres lesando os recursos públicos? Como ficam os cofres das entidades e ONGs com os sempre crescentes roubos pelos portadores do colarinho branco? E a mídia, seja escrita, falada ou televisada, que profana a sua vida com mentiras deslavadas (raras são aquelas que se põem ao lado da verdade)?
Quando se falar em “Qualidade de Vida” tem-se que associar todos os ingredientes do nosso dia-a-dia e definir o que eles resultam.
Empoladas retóricas fazem parte de seres que se dizem defensores do meio e da qualidade de vida. Não passam eles de simples vermes usurpadores que mais poluem com suas ações e procedimentos antiéticos e amorais, danificando e corrompendo sagrados espaços de sua vida.
Invejo aquele ser nativo, o silvícola, que se equilibra com o meio, extrai o seu sustento, sem macular o seu meio, e estabelece o respeito à velhice às crianças que, por sua vez, tem de todo o grupo a responsabilidade por sua formação.
Vamos ter futuro? Como posso defender minha cidade como sendo maior portadora de qualidade de vida que a cidade vizinha se lança no manancial de que me sirvo, às jusantes, os nossos dejetos? Hipocrisia!
Gostaria de entender a mecânica usada para se definir qualidade de vida se o acesso à minha casa fica impraticável, sob chuva, para a chegada de uma ambulância para me socorrer.
É, o mundo está podre e a mentira impera.
As grandes leis da biosfera (biosfera é simplesmente “a esfera da vida”) vêm, no curso da história, sendo desrespeitadas, violentadas e agredidas impunemente, pois atrás dessas destruições e violências os muitos interesses materiais se somam.
Na próxima semana quero escrever, baseado em Paul Pellas, sobre o “Acréscimo de Matéria à Terra”. Como se não bastasse o lixo que produzimos, o sistema solar contribui para a aceleração do processo degenerativo dos planetas.
Gostaria de escrever o contrário, mas, acreditem, os Maias têm razão: o fim está próximo, a natureza, sábia e paciente, começa a dar os seus sinais de indignação.
Quem viver verá.
Escrevo para os que pensam.
Debates sobre os problemas da atualidade.
Convido meus leitores para a prática da cidadania.
Opine e contribua para a evolução da espécie humana.
Jorge Lemos.Marcadores: Crônicas
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Quando a Razão Começa a Aflorar
©2007 Jorge Lemos
"Não há razão para buscar o sofrimento, mas, se ele surgir em sua vida, não tenha medo; encare-o de frente e com a cabeça erguida!" Nietzsche
Viver é a arte de se buscar a paz. Dá-se ao tempo o tempo necessário para que caiam máscaras e, com a humildade do justo, prosseguir o seu caminhar. Devemos nos lembrar de que sempre ao fim de cada espetáculo os maus atores recebem o que merecem: as críticas e o desprezo do público.
Alguns ensinamentos devem prevalecer quando a experiência de vida lhes faltar. Por exemplo: Fujam dos que lhes dão tapas nas costas e estejam sempre precavidos contra os excessos de palavras doces e as mesuras que lhes são dirigidas. ”Sempre há falsidade se escondendo por detrás das palavras doces”, como dizia Kalil Gibram, e os interesses maiores dos falsos (sempre evasivos e desonestos) prevalecem.
Não há perdas nem vitórias, mas os feitos dignos sempre sobrepujam o mal. Se algo de decepcionante se interpuser no teu caminho, não se desespere: o tempo se incumbe sempre de mostrar a clareza das verdades!
As virtudes dos justos sempre afloram, mesmo que sejam tardiamente reconhecidas. Se os cegos - aqueles que têm olhos mas não desejam enxergar - são os piores, muito piores são os que se omitem e, levianamente, aceitam o que é errado e o que de desonesto está sendo imposto.
O parágrafo acima completa uma fase do meu sempre feliz aprendizado e faz parte de um conjunto de discussões que ocorreram recentemente entre amigos e, bem como, das profundas e importantes respostas às perguntas a mim feitas por jovens participantes de um encontro que ocorreu lá na Livraria Nobel de Vinhedo. Esse encontro se deu num Sábado de manhã, quando fomos trocar experiências sobre a iniciação em trabalhos literários.
Foram elevados os temas propostos. Nada das conversas chãs, vazias, que sempre ocorrem entre medíocres e pseudo-intelectuais, cujos encontros, às vezes, descambam para surpreendentes confissões comportamentais.
Surpreendi-me com a inteligência e a capacidade daqueles jovens de condenar até as posições antiéticas de grupos. Foram mais de duas horas de um bate-papo em que os jovens buscaram, com avidez, seus caminhos rumo à intelectualidade e à iniciação literária.
Perguntaram-me se eu tinha admiração pelos ousados. Respondi, citando um filósofo: “Os ousados morrem cedo pelos seus atos imprudentes”.
Gosto mais dos valentes. Mas não basta apenas ser um hábil espadachim; é preciso saber a quem ferir, e, muitas vezes, abster-se demonstra mais bravura ao executar um projeto cultural.
É sinal de sabedoria, reservar-se sempre para um momento mais digno, quando sempre se nos oferece ao sabor de uma maior conquista.
Buscando um tema específico para este momento deliciei-me com um pensamento que me foi oferecido meses atrás pelo Walmir Lima, poeta de raríssima sensibilidade: “Quem tem um objetivo para realizar é sempre capaz de suportar qualquer coisa!”
Compreendi o momento em que a razão se põe em nossas vidas; não cairá um fio de cabelo sem a vontade do Pai. E me ensina a amiga, a historiadora Ana Maria: “Dê tempo, deixe que o Cosmo cuida!”
Lembrei-me então de uma historinha oriental da velha sabedoria e tradição Zen que conta que um chefe guerreiro samurai foi ter com um velho e sábio mestre e perguntou-lhe:
- Mestre o inferno existe? E o céu? Diga-me onde estão estas portas que podem nos levar a um ou ao outro lugar?
O velho Mestre olha para o jovem e pergunta: - Quem é você?
- Não me conhece? Olhe-me bem, Eu sou um destemido samurai, um grande chefe que merece até o respeito do próprio imperador.
O velho, enigmaticamente, sorriu e respondeu ao guerreiro: - Você me parece um mendigo.
Ferido em seu orgulho, o guerreiro saca a sua espada e se fez pronto para degolar o ancião. O velho sábio levanta a mão num gesto e lhe diz:
- Esta é a porta do inferno!
De pronto o samurai entendeu. Ao guardar a arma na bainha, disse-lhe o sábio:
- Esta é a porta do céu!
Sabemos o quanto é difícil reconhecer o seu momento. Imagem: Wisdom Tree, a Árvore da SabedoriaMarcadores: Crônicas
sábado, 17 de dezembro de 2011
Miríades
©2007 Jorge Lemos

Miríades
Manso veio o sono
Saudade junto
Embalo a esperança
De rever-te em sonho
Se fora domina o escuro
De amor me ponho
Busca da luz
Em seu encanto
Arfa o peito
O meu triunfo chega
Põe-se por inteira
Anjo de
ternura
Em forma e cores
Saciando a minha sede
De rever-te um dia
Ventura
Meu corpo se arrepia
Nas graças de tua imagem
Esvaem-se dores
E o amor não se oculta .
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Convite Amigo
©2007 Jorge Lemos

Jorge Lemos
CONVITE AMIGO
Dia 18 de Novembro de 2011, às 19:30hs
Para o lançamento dos três novos livros do escritor
Jorge Alfredo Gomes Lemos
* A PEDRA DO DIABO *
* GANGA VIVA *
e
* VENTO QUE LEVA -
VENTURAS e DESVENTURAS de TONHÃO DA FONSECA *
-o0o-
Antes da sessão de autógrafos haverá
MINI-OFICINA DE CRIAÇÃO
(Com a participação do artista plástico
Luis Gustavo Paffaro)
e
DELICIOSO COQUETEL
Jorge Lemos e Paffaro gostariam de contar com sua presença.
Local:
Livraria NOBEL
Av. Benedito Storani, 111 Centro – Vinhedo
(Os direitos autorais serão revertidos para a Creche do Centro Espírita Paulo de Tarso)
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